O incrível da vida, é que nós nunca temos como ter certeza de nada. Até mesmo essa afirmação é incerta, pois se for possível ter certeza de algo, então ela também esta errada, mas isso nós nunca saberemos, e essa é só outra prova disso.
Por exemplo, suponhamos que você está dirigindo um carro numa estrada e avista uma ponte no caminho. Você ira atravessa-la, pois acredita que ela é real. Mas se não for você ira cair no rio, e você nunca ira saber se ela é ou não até atravessar. Entretanto, até mesmo se por ventura você conseguir atravessa-la, você não tem como saber se foi real, se foi um sonho ou uma miragem.
Pois da mesma forma que quando atravessou a ponte, você não tinha como saber se era real ou não, isso se aplica a tudo e a qualquer coisa. Ao segurar uma pedra, você pode estar segurando uma pedra, ou acreditar que esta segurando uma pedra, e em qualquer hipótese você não tem como saber a verdade.
Mas as nossas crenças ainda assim têm sua importância. Como quando atravessou a ponte, a sua crença de que ela existia e lhe suportaria foram fundamentais para que atravessasse. Ou quando foi comer seu almoço, e usou o talher para pegar a comida, a sua crença de que ela estava no prato foi fundamental para que comesse. Ou a minha crença de que meu teclado existe que é fundamental para continuar digitando esse texto.
Isso nos leva a outra ideia, sobre a qual já discorri, da “Verdade Real (VR) e Verdade Pessoal (VP)”. As nossas crenças são nossas VP’s, que são nossas bases para tomarmos decisões, são nossos parâmetros. Já as VR’s são aquilo que as coisas realmente são, (se é que realmente são alguma coisa, e isso não há como saber, pois se trata de uma VP), que são independentes das nossas VP’s. Por exemplo, a crença de que a ponte existe, e que te faz tentar atravessa-la, é uma VP. Agora, se na verdade não existir ponte, e você cair no rio, então a VR é que não existia ponte alguma. Mas como eu disse, você não tem como saber a VR, mas ela está lá, independente das suas VP’s.
Ao fim, o engraçado é que nunca saberemos a verdade das coisas. Pois nós só sabemos das coisas.
Natan Celidonio Fernandes.
Louveira.
19.01.2011, 00:03 AM
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