Eles eram seis quando chegou. Um era forte, casado e tinha um filho. O outro era baixo, gordinho e risonho. Seu companheiro era um sábio esguio e ligeiro. Havia também outros dois, um senhorio de estatura mediana, de poucas palavras, mas bom sujeito, e o outro que era o mais jovem, um oriental baixinho e incrivelmente forte.
Junto deles havia uma única dama, a Rainha. Uma mulher pequena, de boa postura e mãe do mais jovem. Sábia e moderada, ela era a “espinha dorsal” deles. Sem ela nada acontecia...
Certa vez, um jovem rapaz se aproximou. Eles o acolheram como faziam com qualquer um, e o trataram como se fosse um conhecido de longa data. Foi um choque no início, mas o rapaz logo tratou de se adaptar e aos poucos foi aprendendo a conviver com eles.
Um fato curioso é que havia uma guerra sendo travada lá. Uma guerra que se estendia há muito tempo, tanto tempo que ninguém mais sabia quando ou porque haviam começado. Certo é que essa batalha era imprevisível. Quando menos se esperava, um projétil poderia passar lado a lado com seus ombros, e isso se tivesse sorte, pois na maioria dos casos os ferimentos eram nos braços ou no tronco e vez ou outra atingiam a cabeça de alguém...
O rapaz, recém agregado, tinha o hábito de escrever sobre aquilo que via e o que pensava. Como não poderia deixar de fazer, decidiu escrever sobre sua nova família e suas aventuras nesse novo mundo, chamado: Edifício Nivoloni, 905.
Natan Celidonio Fernandes.
Louveira.
13.01.2011, 00:16 AM
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