Já era dia e nada. Os pássaros cantavam pela manhã que nascia. As pessoas nas casas acordavam e se arrumavam para mais um dia de trabalho. Até as flores pareciam acordar e dar bom dia para o mundo. O Sol como sempre brilhava mais forte depois da chuva.
O café estava pronto, e os dois jovens estavam ansiosos para o retorno dos amigos. Um homem comum fumava seu cigarro na calçada em frente a sua casa. A grama do terreno baldio do outro lado da rua estava cintilante, era o orvalho fazendo seu trabalho. Um outro rapaz dormia largado num colchão no chão do quarto. A cidade estava acordando, mas em algum lugar dois jovens ainda pedalavam exaustos de volta para casa.
A historia era longa, mas valia a pena revive-la enquanto tomavam um belo de um café...
Eram três e quinze da madrugada quando decidiram ir buscar mais flores pela cidade. Partiram dois, em bicicletas, e deveriam voltar até cinco e meia, como previram. Dos que ficaram, eram três, um dormiu pouco depois e só foi acordar bem mais tarde. Os outros dois se mantiveram firmes em suas palavras de ficarem no aguardo dos camaradas. Mas o tempo passava e nada de noticias. Até que os dois aventureiros fizeram contato por volta das quatro e meia, estavam num morro muito distante e até aquele momento não haviam encontrado nenhuma flor, naquele tempo estava complicado encontrá-la, pois era muito cobiçada. Estavam indo para um outro local que também era famoso pelas muitas flores que cresciam ali.
Mas essa jornada levou mais tempo do que eles imaginavam. O relógio batia seis da manhã quando pararam no comercio de um posto qualquer para tomar um café. Não se demoraram por lá e logo partiram. Mais um longo caminho de volta, e os dois já quase não agüentavam pedalar. Quando se aproximaram de casa, os dois fiéis companheiros ouviram as vozes e foram recebê-los felizes, pois haviam acabado de passar o café e pretendiam ir buscar pães, presunto e queijo para tomar um belo café da manhã. Então os dois aventureiros olharam os amigos nos olhos, um deles parou e começou a gargalhar descontroladamente, enquanto o outro começou a discorrer sobre tudo que haviam passado e todos os lugares por onde foram e todas as pessoas que encontraram, enfim, toda aquela desventura por qual passaram.
Ao fim não conseguiram as flores, tomaram o café, arrumaram a casa, e foram se deitar. Com a exceção de um deles, que não estava cansado e pelo contrario estava era muito disposto. Ligou sua musica e começou a escrever esta história, que poderia bem ser uma crônica qualquer, mas é mais que isso, é um breve registro da vida de um grupo de jovens do começo da segunda década do terceiro milênio.
Natan Celidonio Fernandes.
Jundiaí.
03.01.2011.
09:10
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