Mais um dia seria
Se existissem mais dias
Quem sabe outra carta
Mas não de minha autoria
Me peguei outro dia
Pensando se poderia
Em um livro entrar
Para amar-te ao sonhar
Se as nuvens não são de algodão
Se crianças ainda morrem sem pão
Se pessoas ainda vivem em vão
Se os ventos erram a direção
Se o amor foge do meu coração
Se ela ainda não me deu sua mão
Se tudo perde a emoção
Se só me fica a inspiração
Se nada mais parece ter razão
Então é chegada a hora
De dizer "Adios" e ir-me embora
Por aqui o céu está ficando pesado
Já não aguento este fardo
Estou farto desse dilema
"Ser ou não ser" já não é o problema
Meu caminho eu bem sei
"Sem caminho eu serei"
Mas a estrada é longa
E o que me dói é caminhar sozinho
Nesse mundo vasto e vazio
Procuro uma flor rara
Para levar comigo no peito
E pra acabar eu vou cantar:
"Vou te contar
Os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho.
O resto é mar
É tudo que eu não sei contar
São coisas lindas
Que eu tenho pra te dar
Vem de mansinho a brisa e me diz
É impossível ser feliz sozinho." - Tom Jobim - Wave.
sábado, 30 de outubro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
Ex toto corde |
Que alegria incontida
De cantar e sorrir pra vida
Que noite bonita
É esta que me incita
A cantarolar teu nome em rima
Só pra te deixar por cima.
De tudo que não me leve a sonhar
Com o brilhar da luz em teus olhos
Em uma noite quente de outubro
Aonde o caos ao redor mal importa
Para um coração que pulsa forte
Que faz correr um sangue fervente
De amor e paixão que não se viu igual
Desde os tempos de Julieta.
Nestes tempos modernos
Cada vez mais frios e solitários
Aonde o amor é algo vil
E as coisas simples
Assim como o romance e o cavalheirismo
São desprezíveis e sem valor
Eu sigo sozinho
Como um novo Quixote em velhos tempos
Lutando contra moinhos de ignorância
E combatendo a mim mesmo todo o tempo
Com a mais louca coragem
Tenho o amor como lança
A tranquilidade meu escudo
E a paz minha indestrutível armadura.
Mas mesmo munido de todos os artifícios
Aquilo que me impele a continuar
Que é infimamente superior
A todo e qualquer problema
É o amor que carrego no peito
Que está comigo em todo o lugar
E a todo o momento
Ele é que move o meu ser
Que da lenha aos meus sonhos
E que torna o impossível
Mais do que possível
Pois sendo com você
Eu faço da realidade um eterno sonho!
De cantar e sorrir pra vida
Que noite bonita
É esta que me incita
A cantarolar teu nome em rima
Só pra te deixar por cima.
De tudo que não me leve a sonhar
Com o brilhar da luz em teus olhos
Em uma noite quente de outubro
Aonde o caos ao redor mal importa
Para um coração que pulsa forte
Que faz correr um sangue fervente
De amor e paixão que não se viu igual
Desde os tempos de Julieta.
Nestes tempos modernos
Cada vez mais frios e solitários
Aonde o amor é algo vil
E as coisas simples
Assim como o romance e o cavalheirismo
São desprezíveis e sem valor
Eu sigo sozinho
Como um novo Quixote em velhos tempos
Lutando contra moinhos de ignorância
E combatendo a mim mesmo todo o tempo
Com a mais louca coragem
Tenho o amor como lança
A tranquilidade meu escudo
E a paz minha indestrutível armadura.
Mas mesmo munido de todos os artifícios
Aquilo que me impele a continuar
Que é infimamente superior
A todo e qualquer problema
É o amor que carrego no peito
Que está comigo em todo o lugar
E a todo o momento
Ele é que move o meu ser
Que da lenha aos meus sonhos
E que torna o impossível
Mais do que possível
Pois sendo com você
Eu faço da realidade um eterno sonho!
sábado, 23 de outubro de 2010
21,23/10/2010
Hoje Deus foi expulso do Purgatório
por cantar para os homens;
As canções do Paraíso.
Hoje mais uma Deusa foi humilhada
pela ignorância e intolerância humana;
E lavou o rosto com suas lágrimas.
Hoje já não é o que foi
já não sou o que era;
Mas sonho com o que serei.
Hoje ouvirei a mais doce melodia
que estando em sintonia;
Tomará-me em harmonia.
Hoje estou só, novamente
mas só, nunca estarei;
Pois em ti, meu amor reencontrei.
por cantar para os homens;
As canções do Paraíso.
Hoje mais uma Deusa foi humilhada
pela ignorância e intolerância humana;
E lavou o rosto com suas lágrimas.
Hoje já não é o que foi
já não sou o que era;
Mas sonho com o que serei.
Hoje ouvirei a mais doce melodia
que estando em sintonia;
Tomará-me em harmonia.
Hoje estou só, novamente
mas só, nunca estarei;
Pois em ti, meu amor reencontrei.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Psique recôndita |
Por vezes meu corpo está lá;
Como um cadáver adiado;
Inerte ou em movimento, tanto faz;
Só está presente a carcaça;
A mente está muito ocupada;
Mas a alma está longe;
Livre e vadia;
Sonhando com algo mais distante ainda...
Sonho este que vai pra lá de lá;
Buscar nos mais recônditos paraísos;
Tudo aquilo que está tão longe daqui;
Mas tão longe, que não é possível comparar;
É apenas com a imaginação que chegamos perto;
Mas perto ainda não o bastante para mim;
Por isso vou longe sonhar...
Mas de que adianta sonhar;
Se nunca será para mim possível chegar?
Diante disso eu digo:
Que se hoje ainda tenho forças para sorrir;
É porque em nenhum momento me deixei abater;
Nem por palavras e discursos desmotivadores;
Ou muito menos pelas pedras no meu sapato;
Mas o mais desafiador para mim;
No final acaba sendo eu mesmo;
Tanto as fraquezas do corpo, quanto da psique;
São meus piores adversários;
Implacáveis, traiçoeiros, e astutos;
Me afligem mesmo quando todo o resto está ganho;
E quanto a eles eu sou quase impotente;
Só não me venceram ainda;
Pois reconquisto diariamente meu maior trunfo;
Trunfo este que nunca haverei de perder...
Só uma coisa ainda me incomoda;
O fato de pintar a alma com tanta clareza;
Seria a alma pintada, um retrato do agora?
Ou um manuscrito velho do passado?
Poderia ainda talvez, ser um esboço do futuro...
Minha fraqueza impiedosa não me perdoa agora;
Nem agora, nem nunca;
Só temo por mim e mais ninguém;
Pois a mim é quem ela há de derrubar.
Como um cadáver adiado;
Inerte ou em movimento, tanto faz;
Só está presente a carcaça;
A mente está muito ocupada;
Mas a alma está longe;
Livre e vadia;
Sonhando com algo mais distante ainda...
Sonho este que vai pra lá de lá;
Buscar nos mais recônditos paraísos;
Tudo aquilo que está tão longe daqui;
Mas tão longe, que não é possível comparar;
É apenas com a imaginação que chegamos perto;
Mas perto ainda não o bastante para mim;
Por isso vou longe sonhar...
Mas de que adianta sonhar;
Se nunca será para mim possível chegar?
Diante disso eu digo:
Que se hoje ainda tenho forças para sorrir;
É porque em nenhum momento me deixei abater;
Nem por palavras e discursos desmotivadores;
Ou muito menos pelas pedras no meu sapato;
Mas o mais desafiador para mim;
No final acaba sendo eu mesmo;
Tanto as fraquezas do corpo, quanto da psique;
São meus piores adversários;
Implacáveis, traiçoeiros, e astutos;
Me afligem mesmo quando todo o resto está ganho;
E quanto a eles eu sou quase impotente;
Só não me venceram ainda;
Pois reconquisto diariamente meu maior trunfo;
Trunfo este que nunca haverei de perder...
Só uma coisa ainda me incomoda;
O fato de pintar a alma com tanta clareza;
Seria a alma pintada, um retrato do agora?
Ou um manuscrito velho do passado?
Poderia ainda talvez, ser um esboço do futuro...
Minha fraqueza impiedosa não me perdoa agora;
Nem agora, nem nunca;
Só temo por mim e mais ninguém;
Pois a mim é quem ela há de derrubar.
domingo, 17 de outubro de 2010
Reflexão Kamikaze
Triste que hoje não se de valor para as pequenas coisas. Nesses tempos em que tudo tem de ser tão extravagante e exagerado para ter algum valor, eu preso pelo simples e singelo. Aonde ninguém mais nota as pequenas belezas da vida, aonde ninguém mais da valor para os gestos simples. Aonde aquilo que é discreto e silencioso passa quase que imperceptível...
Tristes esses dias. Dias estes que não me passam vazios, que não passam sem que eu aprecie, ao menos, uma beleza intrincada nessa paisagem aparentemente caótica que chamamos "vida". Não me passa uma madrugada sem que eu pense em nada e em tudo um pouco. Não me passam os dias sem que eu sinta essa enorme alegria de viver em cada momento de reflexão. Não me passam as rotinas sem que eu sinta vontade de explodir-me para um universo de esquinas desconhecidas. Não me passam as pessoas, sem que eu deixe uma marca em cada uma delas. De tantas coisas que não me passam assim, só os sonhos não me importa que passem, pois estes eu tenho aos montes. E se vivo, vivo para ter-los, vivo para amá-los, vivo para vivê-los. Pois sem eles não haveria por que viver. E mesmo que tivesse eu, tudo, todo o tudo do mundo estaria infinitamente longe de valer um único sonho que me fizesse viver.
Mas tão belo e poderoso é o amor. Amor este que me faz pensar em todas as coisas belas e singelas da vida. Amor este que se sente como em poucas vezes, que não se encontra a toda hora nem lugar. Fato que se tens muitos amores nessa vida, mas fato também para mim, é que não se pensas em todos os possíveis amores, mas sim, se vive e aproveita ao máximo cada amor de uma vez. Independente de futuro ou passado, de aqui ou lá, de como ou aonde. Apenas ama e ponto. E para provar sua importância, há ainda o fato de ao amar, este nos levar a sonhar, e pode-se assim dizer que ambos me fazem viver. Mas só amando a ti, que eu então descobri, como é doce o prazer de amar, viver e sonhar.
Tristes esses dias. Dias estes que não me passam vazios, que não passam sem que eu aprecie, ao menos, uma beleza intrincada nessa paisagem aparentemente caótica que chamamos "vida". Não me passa uma madrugada sem que eu pense em nada e em tudo um pouco. Não me passam os dias sem que eu sinta essa enorme alegria de viver em cada momento de reflexão. Não me passam as rotinas sem que eu sinta vontade de explodir-me para um universo de esquinas desconhecidas. Não me passam as pessoas, sem que eu deixe uma marca em cada uma delas. De tantas coisas que não me passam assim, só os sonhos não me importa que passem, pois estes eu tenho aos montes. E se vivo, vivo para ter-los, vivo para amá-los, vivo para vivê-los. Pois sem eles não haveria por que viver. E mesmo que tivesse eu, tudo, todo o tudo do mundo estaria infinitamente longe de valer um único sonho que me fizesse viver.
Mas tão belo e poderoso é o amor. Amor este que me faz pensar em todas as coisas belas e singelas da vida. Amor este que se sente como em poucas vezes, que não se encontra a toda hora nem lugar. Fato que se tens muitos amores nessa vida, mas fato também para mim, é que não se pensas em todos os possíveis amores, mas sim, se vive e aproveita ao máximo cada amor de uma vez. Independente de futuro ou passado, de aqui ou lá, de como ou aonde. Apenas ama e ponto. E para provar sua importância, há ainda o fato de ao amar, este nos levar a sonhar, e pode-se assim dizer que ambos me fazem viver. Mas só amando a ti, que eu então descobri, como é doce o prazer de amar, viver e sonhar.
domingo, 10 de outubro de 2010
Noite feliz |
Quando se ama,
Não se explana.
Apenas ama, e feliz emana
Toda alegria possível;
Coisa incrível é o amor;
Não sente dor, não sente amor.
E lá pode amor sentir amor?
É como dizer que a dor sente ela mesma.
Ou que o rato sente-se rato por ser rato.
Delírios a parte.
Foquemos nele, ele centro do meu ser.
Ser que sente sede de ser, de sentir.
Sentir amor, sentir aquele fogo.
Fogo que me queima por dentro;
Por dentro o sentimento, a alma com o arder.
Arder que faz sofrer.
Sofrer aquele sofrimento, velho muito antigo.
Antigo seria se não fosse atual.
Atual também o arder que queima a solidão.
Solidão, sentimento tão vazio.
Vazio de tanto, que por não ter nada.
Nada dura.
A mente acelera, o pensamento perdura;
O corpo lento, não te acompanha.
Mas o sentimento levanta, toda grande ternura.
Por ti eu refaço;
Toda minha estrutura.
Num subido pulo;
De completa loucura.
Escrevendo eu me pego;
Te amando outro dia.
Não se explana.
Apenas ama, e feliz emana
Toda alegria possível;
Coisa incrível é o amor;
Não sente dor, não sente amor.
E lá pode amor sentir amor?
É como dizer que a dor sente ela mesma.
Ou que o rato sente-se rato por ser rato.
Delírios a parte.
Foquemos nele, ele centro do meu ser.
Ser que sente sede de ser, de sentir.
Sentir amor, sentir aquele fogo.
Fogo que me queima por dentro;
Por dentro o sentimento, a alma com o arder.
Arder que faz sofrer.
Sofrer aquele sofrimento, velho muito antigo.
Antigo seria se não fosse atual.
Atual também o arder que queima a solidão.
Solidão, sentimento tão vazio.
Vazio de tanto, que por não ter nada.
Nada dura.
A mente acelera, o pensamento perdura;
O corpo lento, não te acompanha.
Mas o sentimento levanta, toda grande ternura.
Por ti eu refaço;
Toda minha estrutura.
Num subido pulo;
De completa loucura.
Escrevendo eu me pego;
Te amando outro dia.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Ao lado estranho
Como um gigante sentado
De cabeça diminuta
A onde pouca certeza se adentra
Mas de peito grande e aberto
Com coração enorme
Guardador de grandes mistérios
Entretanto;
Não é sabido que os gigantes
De tão longe vivem
Que aqui não poderiam jamais
Disso sabido, devo agora crer
Não poder ser mais gigante o meu ver
Mas seria algo estranho
Não o sendo pela aparência
De tão humana é desumana
Braços finos e rígidos
Compridos como varetas de bambu
Pernas como de pau e encolhidas
Se acomoda como pode
Entre a cama e a caixa de conhecimento
Sua pequena cabeça com olhos grandes
Tem um belo processador
Mas é no peito que armazena tudo
Tudo que lhe tem valor
A pele cinzenta não esconde a fragilidade
O movimento com a cabeça assustada
O músculo cardíaco acelerado
Quase pula para fora da caixa
Me pego sonhando acordado
Com seres do meu ser
E estranhos até a mim
Devem ser as garras do sono
Que tenta levar de mim
A rala tranquilidade do não-dormir
Devo assim entender
Que a ele devo me render
Mas para não perder, vou dizer
Que só agora hei de ter
Aquilo tudo de tanto querer.
De cabeça diminuta
A onde pouca certeza se adentra
Mas de peito grande e aberto
Com coração enorme
Guardador de grandes mistérios
Entretanto;
Não é sabido que os gigantes
De tão longe vivem
Que aqui não poderiam jamais
Disso sabido, devo agora crer
Não poder ser mais gigante o meu ver
Mas seria algo estranho
Não o sendo pela aparência
De tão humana é desumana
Braços finos e rígidos
Compridos como varetas de bambu
Pernas como de pau e encolhidas
Se acomoda como pode
Entre a cama e a caixa de conhecimento
Sua pequena cabeça com olhos grandes
Tem um belo processador
Mas é no peito que armazena tudo
Tudo que lhe tem valor
A pele cinzenta não esconde a fragilidade
O movimento com a cabeça assustada
O músculo cardíaco acelerado
Quase pula para fora da caixa
Me pego sonhando acordado
Com seres do meu ser
E estranhos até a mim
Devem ser as garras do sono
Que tenta levar de mim
A rala tranquilidade do não-dormir
Devo assim entender
Que a ele devo me render
Mas para não perder, vou dizer
Que só agora hei de ter
Aquilo tudo de tanto querer.
domingo, 3 de outubro de 2010
Nós mudaremos |
É incrível o número de pessoas que tenta nos fazer desistir dos nossos objetivos. Desde decepções, fracassos, desilusões e desistências, eles nos apontam incontáveis problemas e dão perigosos avisos sobre os caminhos que escolhemos e que muitas vezes eles mesmos tentaram tomar, mas por razões diversas acabaram por falhar ou se desviar dos objetivos.
Dizem que é preciso "ganhar" a vida, que não se vive só de "barato"... sinceramente acho que subestimam nossa inteligência e capacidade. Julgam-nos como vagabundos, sem futuro, nos estereotipam como hippies que não querem saber de nada, que não querem trabalhar e contribuir "para o nosso belo quadro social". Eles já começam com o preconceito reinante, achando que somos ignorantes apenas por que não falamos de nossas ideias e do que faremos ao vento e a cada momento. Para dizer a verdade eu realmente não quero contribuir para essa grande e bela merda social, não quero fazer parte desse enorme batalhão de consumidores e "cidadãos" que vivem apenas para perpetuar esse sistema em crise.
Iludidos com as recompensas instantaneas e passageiras que compram compulsivamente para se sentirem felizes e ocuparem o vazio que trazem consigo, eles não têm tempo para olharem para si mesmos, e acredito que nem coragem, pois a visão do que estão fazendo consigo e com tudo ao seu redor é uma imagem horrível de se encarar. Dessa forma, a maioria prefere fechar os olhos para os problemas cada vez maiores que nos cercam, pois a ignorância é reconfortante. Quem não pensa, não tem que se preocupar com grandes problemas.
Diferente deles, eu não quero me acomodar, não quero seguir pelo caminho mais reconfortante. Não quero ser apenas mais um perpetuador, não quero não ser lembrado por ter sido apenas mais um na massa. Não quero com isso, dizer que sozinho mudarei o mundo, e nem pretendo fazê-lo. Mas sei que juntos nós mudaremos o que tivermos que mudar, faremos de tudo o necessário. Juntos nós morreremos com nosso ideal, mas individualmente, cada um fará a diferença. E só assim mudaremos o que tivermos que mudar, e deixaremos aquilo que quisermos deixar.
Dizem que é preciso "ganhar" a vida, que não se vive só de "barato"... sinceramente acho que subestimam nossa inteligência e capacidade. Julgam-nos como vagabundos, sem futuro, nos estereotipam como hippies que não querem saber de nada, que não querem trabalhar e contribuir "para o nosso belo quadro social". Eles já começam com o preconceito reinante, achando que somos ignorantes apenas por que não falamos de nossas ideias e do que faremos ao vento e a cada momento. Para dizer a verdade eu realmente não quero contribuir para essa grande e bela merda social, não quero fazer parte desse enorme batalhão de consumidores e "cidadãos" que vivem apenas para perpetuar esse sistema em crise.
Iludidos com as recompensas instantaneas e passageiras que compram compulsivamente para se sentirem felizes e ocuparem o vazio que trazem consigo, eles não têm tempo para olharem para si mesmos, e acredito que nem coragem, pois a visão do que estão fazendo consigo e com tudo ao seu redor é uma imagem horrível de se encarar. Dessa forma, a maioria prefere fechar os olhos para os problemas cada vez maiores que nos cercam, pois a ignorância é reconfortante. Quem não pensa, não tem que se preocupar com grandes problemas.
Diferente deles, eu não quero me acomodar, não quero seguir pelo caminho mais reconfortante. Não quero ser apenas mais um perpetuador, não quero não ser lembrado por ter sido apenas mais um na massa. Não quero com isso, dizer que sozinho mudarei o mundo, e nem pretendo fazê-lo. Mas sei que juntos nós mudaremos o que tivermos que mudar, faremos de tudo o necessário. Juntos nós morreremos com nosso ideal, mas individualmente, cada um fará a diferença. E só assim mudaremos o que tivermos que mudar, e deixaremos aquilo que quisermos deixar.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Incerta Rotina |
As luzes trilham o caminho
Para os errantes navegantes;
Mas cegam as retinas
Dos que fogem da rotina;
O som que cai ao ouvido
Do eterno indivíduo.
Nosso mouro eremita
Tanto guia quanto ria;
Leva tantos vazios
Que conhece a todos fio.
Sobe desce
Vira;
Treme range
Chia;
"Putz Putz" faz cotia;
Já não vejo seu lampejo
Mas triste não ficaria.
Ouço reclames
Escuto verdades;
Vejo tristeza
Enxergo belezas.
Entre tantos assonhos
Eu sigo sonhando;
E enquanto sozinho
Por você aguardando
Para os errantes navegantes;
Mas cegam as retinas
Dos que fogem da rotina;
O som que cai ao ouvido
Do eterno indivíduo.
Nosso mouro eremita
Tanto guia quanto ria;
Leva tantos vazios
Que conhece a todos fio.
Sobe desce
Vira;
Treme range
Chia;
"Putz Putz" faz cotia;
Já não vejo seu lampejo
Mas triste não ficaria.
Ouço reclames
Escuto verdades;
Vejo tristeza
Enxergo belezas.
Entre tantos assonhos
Eu sigo sonhando;
E enquanto sozinho
Por você aguardando
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