O lápis perdido, na boca escondido;
A música tocada, na cabeça guardada;
O poema forjado, sem luz lapidado;
O mato passado, que vai sendo queimado;
O trilho do trem, que vai e que vem;
A luz das cidades, escurece pensares;
Sentimentos passados, jamais perdoados;
O ódio contido, é no verso fundido;
Assim eu transminto, na palavra o que sinto;
Me sentindo um bandido, por um porco fingido;
Já cansado me deito, para num sonho deleito;
E contigo amar, pois num sonho hei de estar.
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