Sabe, hoje minha mãe chegou em casa e super estressada por diversos motivos. Quando fui perguntar sobre uma coisa enquanto ela se arrumava para sairmos, fui atropelado e anulado. Puto, eu desisti da pergunta e fui me arrumar, mas o que quero com isso não é criticar minha mãe, pois eu a entendo, eu quero dizer que aprendi a observar, escutar, e aprender com as pessoas a minha volta.
E por anos tenho visto não apenas minha mãe, mas quase todos os mais velhos que conheço se estressando com besteiras, vêem problemas em tudo, estão sempre reclamando de problemas pequenos, não tem o mínimo de paciência. Há muito tempo, decidi que nunca iria ser como eles, eu não iria crescer e ser estressado, impaciente, e ignorante como eles.
Conforme o tempo passava, eu reafirmava cada vez mais para mim mesmo que eu seria diferente. Então fui aprendendo cada vez mais, lendo, refletindo e por vezes assistindo documentários sobre os males dessa sociedade moderna, como o estresse, mas desde que entrei na Etevav, conheci melhor meus amigos e professores, e mais recentemente lendo o livro "O Vendedor de Sonhos" de Augusto Cury, aprimorei minhas ideias e refinei aquele ideal, estando agora mais convicto do que nunca.
Não cansam de me dizer que tenho de me adequar a sociedade e ao sistema da forma que estão. Dizem-me que não me visto de forma adequada, que meu cabelo é bacana, mas vou ter que cortar logo para entrar no "mercado de trabalho", que meus modos e minhas ideias não condizem com a sociedade.
Mas não vou me conformar com esse manicômio social. Não vou me adaptar a esse sistema automotista, não serei escravo de nada. E se querem que eu corte meu cabelo, digo que não me padronizarei. Se falarem que não me visto adequadamente, digo que não sigo padrões e modelos. Se minhas ideias não estão de acordo com a sociedade e com o sistema, então não vou me conformar e mudar meus ideais, vou lutar até o fim para mudar a realidade a minha volta.
Estou convicto agora de que preciso estudar cada vez mais, para poder evoluir sempre e ir aprimorando meus pensamentos. Não só estudar as ciências do mundo de fora, mas explorar o meu mundo, para me descobrir a cada dia. Aprendi a nunca deixar de sorrir; nunca me abalar com problemas pequenos; lutar diariamente contra estereótipos e preconceitos; me apaixonar pela vida e pelas coisas mais simples dela, como as borboletas que alegram meu caminho de volta para casa, ou as flores das árvores da escola que ninguém nota; aprendi a dar valor para minhas verdadeiras amizades, e priorizar quem realmente me da valor.
E concluo dessa forma: não sou mais o idiota que fui um dia, aprendi com meus erros, mas continuo sendo um idiota hoje, procurando não cometer os mesmos erros novamente, e desconheço o idiota que serei amanhã, pois o amanhã não me pertence. Vivo o presente, de olho no passado e sonhando com o futuro.
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