sábado, 29 de maio de 2010

And that's true. |

Então tudo passa e você percebe,
Percebe que nada mudou,
Que a Terra continua a girar,
Que talvez tenha tomado a decisão correta em agir.

Mas você hoje não é o mesmo de antes,
Sua vida continua a mesma,
Então o que mudou? você pergunta,
Talvez não tenha mudado radicalmente é verdade,
Mas até antes você tinha duvidas,
Hoje não tem mais.

Sabe que escrevia certo,
Mas para a pessoa certa? é a pergunta,
Isso só o tempo vai dizer,
Mas bem sabe que perder também é ganhar,
Talvez por isso não tenha se deixado abalar.

Agora sorridente só pensa nas possibilidades,
De um futuro bom e melhor,
Sempre pronto pra fazer alguém feliz,
Como você sempre quis.

Enquanto escrevo esse poema vou dizendo bem clichê,
Eu preciso de você. (;

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Vivo |

Vivo para sonhar
Vivo pra dançar
Vivo para amar
Vivo pra brincar

Sonho com a vida
Sonho com uma dança
Sonho com o amor
Sonho com uma ciranda

Danço a vida
Danço um sonho
Danço com um amor
Danço uma ciranda cirandinha

Amo a vida
Amo um sonho
Amo a dança
Amo uma brincadeira

Brinco de viver
Brinco de sonhar
Brinco de dançar
Brinco de amar

E se eu faço tudo isso
É porque eu estou vivo
E sou grato a isso
Pois aos mortos só restam os vermes
E aos vivos todos os prazeres. (;

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Você é algo assim |

Por muito tempo fiquei ressentido com paixões frustradas,
Pequenos problemas, mas que me fizeram desacreditar nesse tipo de sentimento.

Um belo dia conheci alguém que me faria mudar,
E sentir de novo o que eu já não sentia mais.

Então, quando eu redescobri você,
Percebi que ninguém nunca me fizera sentir em tanta paz quanto ao teu lado.

Porque quando estamos juntos tudo fica calmo,
Sua voz doce penetra pelos meus ouvidos como uma perfeita melodia,
Que acalanta minha alma,
Desacelera os batimentos e faz o tempo passar devagar.

Seu olhar profundo me leva para longe,
Aonde eu encontro paisagens deslumbrantes,
Dos pés à cabeça, eu te vejo linda como a mais bela Lua cheia.

Me perco em seus cabelos,
Nas curvas do seu corpo,
Em seus olhos e lábios,
Mas o que mais me encanta não é nenhuma das belezas de fora,
São seus gestos, suas manias, suas ideias diferentes, sua simpatia e simplicidade,
Tantos são os itens, que eu poderia escrever uma bíblia só para você.

Sua mais linda beleza é a interior,
O corpo com o tempo envelhece e deteriora,
Mas sua alma não, ela é bela e eterna como o meu sentimento por você.

domingo, 9 de maio de 2010

Indignado |

Se você já teve a oportunidade de ver a peça ou ler o "Auto da Barca do Inferno" de Gil Vicente, então sabe quem é o Sapateiro e como se considerava digno de embarcar para o paraíso, já que tinha morrido comungado e a muitas missas havia ido. Mas se esquecera do povo que roubava com seu ofício, e da satisfação do dinheiro mal levado.

Tal como o Sapateiro, eu percebi que todos fazemos algo semelhante em níveis diferentes. E como ele, nós ficamos satisfeitíssimos e por vezes orgulhosos quando "passamos a perna", enganamos e tiramos proveito de nossos semelhantes. Mas como já disse, existem diferentes graus, em alguns fica tão evidente que ao nos depararmos com uma situação dessas ficamos chocados e até repugnamos. Entretanto, existem casos em que torna-se imperceptível a primeira vista, para isso é preciso olhar de outro ângulo e repensar sobre o fato.

Nessas sutilezas é onde costumamos cair, pois na sociedade de hoje parece comum e completamente aceitável que queiramos sempre tirar o máximo proveito das situações e das pessoas a nossa volta.

Pego como exemplo uma pessoa qualquer que tenha contratado os serviços de um (a) jardineiro (a). Esse então trabalha de sol a sol, muitas vezes por vários dias, para deixar o jardim maravilhoso. Então, ao final de tanto tempo e suor gastos com o trabalho, recebe uma quantia mísera pelo serviço. E essa pessoa que contratou o (a) jardineiro (a) fica então extremamente contente e satisfeita não só pelo jardim impecável, mas pelo preço que pagou no serviço.

Mas esse (a) jardineiro (a), talvez more em uma favela na periferia da cidade, com quatro bocas para alimentar em casa, com a esposa também trabalhando fora para ajudar a tentar sustentar a família e suas crianças na rua, sujeitas a marginalidade, a criminalidade. O sujeito já com inúmeras mazelas físicas e mentais, atravessa toda a cidade para trabalhar com o máximo afinco e dedicação no jardim de alguém com quem nunca teve nenhuma forma de intimidade, para então receber literalmente uma miséria que mal paga a viajem e o pão da semana seguinte. Enquanto algum abastado feliz sorri pelo negócio que fez.

Indignação e revolta são os sentimentos que tenho ao pensar nisso, mas por mais que eu fale e escreva, palavra nenhuma descreve a complexidade do que sinto.

A sociedade, doente, pouco a pouco se consome.
E enquanto cavamos o fundo do poço acreditando cegamente que não precisamos mudar de direção, pois uma hora tudo vai se resolver (quem sabe não cavamos até a China hã?), alguns poucos riem de nós da beira do poço e atiram pedras naqueles que tentam escalar para fora.

Então me diga, você vai ser mais um cavando o poço, ou vai me ajudar a subir para fora?

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Meu Ideal Maior |

Sabe, hoje minha mãe chegou em casa e super estressada por diversos motivos. Quando fui perguntar sobre uma coisa enquanto ela se arrumava para sairmos, fui atropelado e anulado. Puto, eu desisti da pergunta e fui me arrumar, mas o que quero com isso não é criticar minha mãe, pois eu a entendo, eu quero dizer que aprendi a observar, escutar, e aprender com as pessoas a minha volta.

E por anos tenho visto não apenas minha mãe, mas quase todos os mais velhos que conheço se estressando com besteiras, vêem problemas em tudo, estão sempre reclamando de problemas pequenos, não tem o mínimo de paciência. Há muito tempo, decidi que nunca iria ser como eles, eu não iria crescer e ser estressado, impaciente, e ignorante como eles.

Conforme o tempo passava, eu reafirmava cada vez mais para mim mesmo que eu seria diferente. Então fui aprendendo cada vez mais, lendo, refletindo e por vezes assistindo documentários sobre os males dessa sociedade moderna, como o estresse, mas desde que entrei na Etevav, conheci melhor meus amigos e professores, e mais recentemente lendo o livro "O Vendedor de Sonhos" de Augusto Cury, aprimorei minhas ideias e refinei aquele ideal, estando agora mais convicto do que nunca.

Não cansam de me dizer que tenho de me adequar a sociedade e ao sistema da forma que estão. Dizem-me que não me visto de forma adequada, que meu cabelo é bacana, mas vou ter que cortar logo para entrar no "mercado de trabalho", que meus modos e minhas ideias não condizem com a sociedade.

Mas não vou me conformar com esse manicômio social. Não vou me adaptar a esse sistema automotista, não serei escravo de nada. E se querem que eu corte meu cabelo, digo que não me padronizarei. Se falarem que não me visto adequadamente, digo que não sigo padrões e modelos. Se minhas ideias não estão de acordo com a sociedade e com o sistema, então não vou me conformar e mudar meus ideais, vou lutar até o fim para mudar a realidade a minha volta.

Estou convicto agora de que preciso estudar cada vez mais, para poder evoluir sempre e ir aprimorando meus pensamentos. Não só estudar as ciências do mundo de fora, mas explorar o meu mundo, para me descobrir a cada dia. Aprendi a nunca deixar de sorrir; nunca me abalar com problemas pequenos; lutar diariamente contra estereótipos e preconceitos; me apaixonar pela vida e pelas coisas mais simples dela, como as borboletas que alegram meu caminho de volta para casa, ou as flores das árvores da escola que ninguém nota; aprendi a dar valor para minhas verdadeiras amizades, e priorizar quem realmente me da valor.

E concluo dessa forma: não sou mais o idiota que fui um dia, aprendi com meus erros, mas continuo sendo um idiota hoje, procurando não cometer os mesmos erros novamente, e desconheço o idiota que serei amanhã, pois o amanhã não me pertence. Vivo o presente, de olho no passado e sonhando com o futuro.

domingo, 2 de maio de 2010

Just a Little Poem

É incrível como em um momento tudo acontece,
Você alivia a fome com a primeira garfada,
Toma um choque com o primeiro toque,
Mata com um tiro,
Aprende o que é amar no primeiro olhar.

Queria escrever, queria pensar, queria falar;
Mas nem sempre as coisas saem como planejamos,
Por exemplo, eu planejava escrever sobre um sentimento,

Amizade, e o amor por ter um irmão,
Mas no meio desse plano o destino mudou algumas coisas,
Como o sentimento que descrevo,

Escrevo com amor, mas não mais apenas pela amizade.

E como as coisas mudaram nos meus planos,
Elas mudam também ao longo da vida,

É como uma fruta que você come no quintal de casa,
E em seguida joga as sementes no jardim,
Depois de algum tempo,
Você olha e vê que uma das sementes cresceu e se tornou uma pequena muda de uma grande árvore,
Mas você é quem decide se a retira dali e a coloca em um local onde ela possa crescer,
Ou deixa que ela morra com o tempo.

Agora pense nessa fruta como alguém que você conheceu casualmente,

E então depois de um tempo percebe que essa pessoa se tornou não apenas seu melhor amigo,
Mas um irmão de vida.

E nessa viajem passamos por muitos lugares,
Conhecemos muitas pessoas,

Fazemos e conquistamos muitas coisas,
Mas como em um trem passando por uma magnífica paisagem,

Mais cedo ou mais tarde por mais linda que ela seja ele passara,
E continuara a seguir seu caminho passando por mais inúmeros lugares;

Como um passageiro em uma viajem,
Muitas coisas nós encontraremos,

E sem duvida a maioria ficara para trás,
Pois não se pode parar o trem para sempre...

Por vezes acho que nem eu me entendo,

Perco-me em meus pensamentos e viajo por mundos de sonhos e ideias desconhecidas,
Mas o que quero dizer é,
Conhecemos pessoas,
O tempo passa e muitas ficam para trás,
Esquecidas no passado...

Dentre os que conhecemos,
Alguns poucos se destacam da massa,
E como as sementes no jardim tornam-se indivíduos que sem sabermos ao certo como ou porque,
Tornam-se mais do que bons amigos ou colegas,
Então você tem de decidir,
Se vai deixar essa pessoa passar e "morrer com o tempo",
Ou se ira recusar-se a deixá-lo esquecido no passado.