quinta-feira, 18 de março de 2010

Pare; Observe; Admire |

O homem tornou-se autômato, não para, não se cala, não observa, não pensa, não inova.
Continua a fazer o que lhe impõem e o que é "normal".
Acorda apressado; devora o que tiver na mesa e na geladeira; se arruma de acordo com padrões sociais determinados; corre com seu automóvel pelas vias publicas freneticamente até seu local de trabalho; cumpre ordens de chefes que o ridicularizam e o humilham frequentemente; passa o dia fazendo tarefas que detesta em ambientes terríveis; ao fim de seu expediente foge o mais depressa possível para seu veiculo com o intuito de sair desse lugar odioso; chega em casa, seu templo pessoal; engole o jantar e passa uma água no corpo; assiste sua programação diária em sua caixa de alienação; após suas intermináveis atividades arruma-se para dormir, mas seu sono demora a chegar pois não consegue silenciar a mente; pensamentos, imagens e besteiras de todos os tipos passam por ela mais rápido que os bits e dados do seu computador.

No lugar de humanos, temos robôs fazendo as mais diversas atividades por todos os lados, em todos os cantos de nossa "civilização". Os poucos lúcidos nesse mar de alucinados, são tidos como loucos, sonhadores, utopistas. Esses degenerados vivem num mundo a parte, fora da "realidade", são fracassados que não aguentam a dureza da vida. Assim - para não falar mais - são taxados aqueles que não aceitam a vida superficial, sem propósito, débil e banalizada que levam esses alucinados. São colocados a margem da sociedade, desprezados, e humilhados.

Precisa-se hoje, de mais pessoas que saibam parar e observar a grandiosidade dos pequenos detalhes da vida; passamos tão veloz e furiosamente por ela, que nem nos damos conta das belezas e tesouros ocultos a nossa volta; buscamos tão freneticamente aquilo que queremos, mas ficamos cegos a tudo mais que nos cerca.

Experimente um dia, sentar em seu quintal com uma folha e uma caneta, e apenas parar, observar, escutar. Ficar em silencio por um tempo e ir anotando tudo o que lhe causar admiração, inspiração, que lhe trouxer alegria.


Mas antes, para isso, é preciso aprender a silenciar a mente, para poder se maravilhar e se apaixonar pela vida!

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