Se das neves há a mais clara
Se das flores há a mais bela.
Se das pedras há a mais rara.
Então do tempo há de haver um mais Ás.
O futuro é deles o mais belo, mas é distante ainda.
O passado é grandioso, mas já se foi e não volta.
Mas o presente, – Ah – o presente é diferente!
Ele é cheio de vida!
É feito de instantes, de lapsos!
É tão rápido que só podemos falar dele no passado.
É belo, grande e cheio de incertezas!
Por isso proclamo o presente para o mais dos tempos.
Bom, vejamos.
Se dentre as neves há mais clara.
Se dentre as flores há a mais bela.
Se dentre as pedras há a mais rara.
E se dentre os tempos há o mais dos tempos.
Então, quem arriscaria a existência dos mais justos?
Quem poderia quanto aos mais dignos?
Ou ainda aos mais puros?
Poderia?...
Nenhum comentário:
Postar um comentário