Sentado numa antiga estação de trem, o rapaz esperava a chuva passar para retomar seu caminho.
Enquanto admirava o trilho, que mais a frente era engolido pela grama, e a velha estrutura de metal, que o protegia da chuva, e também o piso da estação, que era feito de grandes e pesados blocos de pedra, e que mesmo com seu peso haviam rachado e se contorcido para dar espaço às raízes das fortes árvores que circundavam o local.
Enquanto isso, ele pensava em sua amada. Com seu vestido de seda, bem justo, dando mais forma e graça à sua beleza. Ele queria poder tocá-la; ter-la em suas mãos para dar a ela o mais profundo e apaixonado beijo!
Assim, com o fogo e a paixão transformar seu corpo em brasa, para se tornarem um só. Uma única mente. Um único sentimento...
Mas ele acordou de seu sonho acordado, e a chuva já havia passado. O Sol brilhava por entre algumas poucas nuvens. A grama molhada era quase um convite, mas já era tarde, o tempo passara ligeiro e sua dama o aguardava em casa. Guardou o caderno e o lápis, onde escrevera um poema para ela, levantou-se, bateu a poeira e foi-se embora cantarolando uma linda canção de amor.
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