sexta-feira, 13 de maio de 2011

Indagação Incerta |

Vejo cada vez menos sentido nessa vida que me rodeia, e na qual estou imerso. Não existe verdade, não existe certo ou errado, bom ou mal. Qualquer interpretação e visão do todo, será falha, será parcial, será etnocêntrica. Então qual o sentido de trabalhar, de gastar tempo e energia em estudos e trabalhos? Vejo duas hipóteses, a dos prazeres e das necessidades.

Os prazeres são tudo aquilo que fazemos em busca ou em favor dos nossos prazeres, ou daquilo que irá nos propiciar novos ou velhos prazeres, mas que não são necessidades básicas, ou talvez o sejam como prazeres, tendo em vista que os prazeres sejam uma necessidade, nesse caso. Já as necessidades são aquilo que fazemos por razão das necessidades básicas: como o alimento, o afeto, a segurança, e tudo o que se encaixar como necessidade.

Mas a vida se restringe a isso? Seria a vida, a eterna busca por suprir as nossas necessidades e prazeres?

Prefiro acreditar que não. Uma vez que usamos apenas 10% de nossa capacidade cerebral, como aceitar que somos apenas uma busca incessante de suprir necessidades e prazeres? Não posso. Posso aceitar que na atual conjuntura nossas vidas se baseiem nisso. Mas não que seja isso e fim.