sexta-feira, 18 de junho de 2010

Queria |

Só queria poder estar ao seu lado,
Poder te ter em meus braços,
Sentir o seu perfume,
O doce cheiro dos seus cabelos;

Queria poder tocar sua pele branca e macia,
Bagunçar seus cabelos num longo cafuné,
Enquanto você adormece em meu peito;

Me perder na imensidão dos seus olhos,
Morder seus lábios de paixão,
E beijá-los como se o mundo acabasse hoje;

Queria estar junto a ti,
Mesmo que fosse para ver o tempo passar,
E sentir nossos corações pulsar,
Enquanto rolamos juntos na grama,
Me apaixonar pelas pequenas coisas;

Ter então a certeza,
De que é você quem me faz sorrir,
E no meio dessa loucura,
Encontrei em você o meu mais louco sonho,
Meu mais sincero sentimento,
Que chama por ti;

Sabendo que sem você,
Eu não seria eu,
Não eu que sou hoje eu,
Noutro eu estaria eu,
Eu que eu mesmo não saberia,
Que eu jamais desejaria,
Pois noutro eu não haveria você,
E assim não sei viver.

Outro pensamento inacabado |

Já faz um tempo que me deparo com umas cenas no mínimo interessantes.

As pessoas sempre falam coisas belas, apóiam bons ideais, se emocionam com algumas poucas palavras. Mas elas não conseguem incorporar aquilo que leem, ou que chega até eles, porque não pensam sobre isso. Simplesmente veem como outra "coisa", outro livro, outra música, outro texto, outra palestra, outro "idiota falando besteira". E completamente alienados, vão passando de um pra outro sem pensar, sem refletir e absorver nada, de uma música pra outra; de um texto pra outro; de um site pra outro; de uma pessoa para outra; então tudo acaba perdendo o sentido, perdendo a essência. É a banalização total, nada tem importância, tudo é passageiro, e se não está no padrão, se é diferente, então perde-se tudo, o significado, a razão, o respeito, a moral, a honra, a dignidade...

Como podem esperar serem melhores do que aqueles que já passaram, se nem mesmo respeitam aqueles de seu tempo. Como querem um mundo melhor, se não toleram os diferentes. Como pretendem mudar o mundo, se seu mundo continua fechado e ignorante. E de que maneira acabarão com a ignorância, se recusam-se a abandonar sua ilusão de conhecimento.

Elas criam vínculos com suas ideias e ideais, e se prendem a eles de forma tão radical, que podem até se tornar agressivas se contrariadas. E assim, acorrentados por si mesmos a essa ilusão, vão se mantendo tão escravos quanto os de tempos passados. A diferença, é que esses novos escravos acreditam que são ao mesmo tempo o senhor, o jagunço e o servo, pois pensam que são livres e donos de suas escolhas; se um companheiro acorrentado tenta se libertar ou ser libertado, é açoitado sem dó por todos os outros; e é claro, são os fiéis lacaios dos ideais impostos pelo sistema.

Outro pensamento inacabado, outra conclusão, mais um passo em frente. Mais próximo do meu sonho, e mais longe da servidão.